segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Mantido o horário de Verão

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

O governo decidiu manter o horário de verão em 2017. A medida foi confirmada hoje (25) pelo ministério de Minas e Energia. Com a decisão, os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão adiantar os relógios em 1 hora a partir do dia 15 de outubro.

Consulta popular acontecerá em 2018. 

Na semana passada, o final de horário de verão chegou a ser cogitado pelo governo, após estudos mostrando perda na efetividade da medida, em razão das mudanças nos hábitos de consumo de energia. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), a temperatura é quem determina o maior consumo de energia e não a incidência da luz durante o dia, fazendo com que, atualmente, os picos de consumo ocorram no horário entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.

O ONS aponta que no horário de verão praticado em 2016/2017 a economia foi de R$ 159,5 milhões, valor abaixo período de 2015/2016, que foi de R$ 162 milhões.

O governo informou que, para 2018, deve fazer uma pesquisa para decidir se mantém ou não o horário diferenciado nos próximos anos.

Chuvas
A escassez de chuvas e o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas este ano pesou na decisão do governo de manter o horário de verão este ano. Apesar de descartar o acionamento das usinas termelétricas, cujo custo está acima do preço da energia no mercado à vista, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou o aumento da importação de energia da Argentina e do Uruguai e uma campanha de estímulo à economia de energia.

Além disso, a expectativa é que, em outubro, o governo deve passar a cobrar a bandeira vermelha, possivelmente na faixa dois. Atualmente, está em vigor a tarifa amarela na cobrança da conta de luz. Essa tarifa representa um acréscimo de R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com a adoção da tarifa vermelha, o preço da tarifa de energia passa a ter um acréscimo vai a R$ 3 por 100 kWh. No caso do patamar dois, esse valor seria maior: R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos.

Horário de verão
Início - 0h de 15 de outubro (relógio são adiantados em 1 hora)
Fim - 0h de 19 de fevereiro (relógios são atrasados em 1 hora)




Salão do Humor ABCD chega a segunda edição

Da Redação

Até o dia 15 de outubro, as charges, tiras e caricaturas do 2o Salão do Humor ABCD, estarão expostas simultaneamente na praça de eventos do Shopping Praça da Moça (Rua Manoel da Nóbrega, 712, Centro, Diadema) e no Centro Cultural Diadema – Teatro Clara Nunes (Rua Graciosa, 300, no Centro).
Evento pode ser visitado até 15 de outubro | Foto: Divulgação

A mostra é uma iniciativa do Studio Escola de Arte Paulista (SEAP), em parceria com a Associação Cultural e Artística e Esportiva de São Paulo (ACAESP), com patrocínio do Shopping Praça da Moça. A diretora e proprietária da SEAP, Sonia Fares, agradeceu a participação de todos os artistas, do ABCD, de São Paulo e aos internacionais, por acreditarem no concurso realizado pelo studio.

Além do secretário de Cultura de Diadema, Eduardo Minas, participaram do júri técnico, os ilustradores Daniel Alves Gomes Sampaio, Rui Joazeiro e Fernando Duran. Os premiados do 2o Salão do Humor ABCD foram: 3o lugar, Paulo Sergio Von Indelt; 2o lugar, Andre Luis Mello Camargo e 1o lugar, Eder Santos. Durante a abertura da exposição houve a premiação de honra ao mérito a dois artistas internacionais, Hassan Omidi (Irã) e Jiri Srna (República Tcheca).






Construção de termelétrica ameaça área de proteção ambiental

Por Reinaldo Dias, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas. Sociólogo, Mestre em Ciência Política e Doutor em Ciências Sociais. É especialista em Ciências Ambientais

A área de proteção Cananéia-Iguape-Peruíbe foi criada em 1984 e se localiza no litoral sul do estado de São Paulo. A área de proteção foi criada tendo com a premissa básica de que os recursos naturais que a formam constituem uma reserva estratégica fundamental de biodiversidade. Constitui uma das regiões de maior riqueza biológica de aves do planeta e abriga centenas de espécies de mamíferos, répteis e anfíbios, alguns em risco de desaparecimento. Entre as espécies ameaçadas de extinção estão: a onça-pintada (Panthera onca), o Mono-carvoeiro (Brachyteles arachnoides), o papagaio da cara roxa (Amazona Brasiliensis) e o jaó-do-litoral (Crypturellus noctivagus). 

A área representa uma das maiores concentrações de porção contínua de vegetação preservada da Mata Atlântica, sendo considerada uma das reservas naturais de maior diversidade genética do mundo. Sua importância foi reconhecida pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) que a considera, desde 1992, Reserva da Biosfera e desde 1999 como Sítio do Patrimônio Histórico Natural da Humanidade.

Na região ocupada pela área de proteção encontra-se a cidade de Peruíbe cujo território está incluída em sete unidades de conservação ambiental, em especial a Estação Ecológica de Juréia-Itatins, que é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral voltada para preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. Possui inúmeras espécies endêmicas e aves migratórias que utilizam as áreas protegidas para reprodução.

Peruíbe é uma Estância Balneária e seu desenvolvimento está associado ao turismo de veraneio, ao comércio e serviços. O município é considerado um dos melhores destinos ecoturísticos do mundo por integrar a riqueza da mata atlântica ao patrimônio histórico-arqueológico da área e à cultura de comunidades de caiçaras, quilombolas e índios Guaranis, que praticam atividades artesanais como meio de sobrevivência, entre elas a pesca e o extrativismo.

No entanto, uma ameaça paira sobre esta área de proteção ambiental, o projeto de construção de uma usina termelétrica a gás pela empresa Gastrading, com a justificativa da necessidade de atender a demanda energética da baixada santista e de geração de empregos. 

Usinas termelétricas utilizam combustíveis fósseis e são consideradas fontes importantes de emissões atmosféricas que podem afetar a qualidade do ar na região onde se localiza. A combustão que ocorre nos projetos termelétricos emite dióxido sulfuroso (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx), monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2) e particulados diversos. Esses gases contribuem para a precipitação de chuva ácida que acelera a deterioração de edifícios e monumentos; altera radicalmente os ecossistemas aquáticos e prejudica a vegetação de mata nativa. Além disso, os gases contribuem para o aumento do efeito estufa na atmosfera, que causa o aquecimento global. 

O sistema de esfriamento dessas usinas emprega um alto volume de água que, ao serem devolvidas ao meio ambiente, elevam a temperatura da água natural, alterando significativamente as comunidades de plantas e animais que vivem no meio aquático, favorecendo os organismos que se adaptam a temperaturas mais elevadas. Qualquer método de esfriamento que se utilize implica em algum consumo de água. 

Há inúmeros impactos negativos advindos da construção de usinas termelétricas que são provenientes das atividades de preparação do local, movimento de terras, drenagem, dragagem de áreas úmidas, desmatamento e a construção de aterro sanitário.

Outro impacto importante das termelétricas se relaciona com a afluência de trabalhadores durante o período de construção. São necessários milhares de trabalhadores que durante alguns anos, se estabelecem no local e posteriormente são reduzidos a centenas para a sua operação. O crescimento rápido e o desenvolvimento induzido podem gerar efeitos negativos importantes na infraestrutura existente no município. De qualquer modo, a afluência de trabalhadores de outras regiões mudará os modelos demográficos e alterará os valores socioculturais e os costumes de vida locais.  

São inúmeros os aspectos negativos da implantação de usina termelétrica em área ambiental de valor inestimável, mas o mais significativo é o risco que passa a existir da possibilidade de acidentes. Por mais garantias que possam existir, a possibilidade sempre existirá e basta um para que o ambiente limítrofe seja afetado de forma irreversível. 

Não há argumento que possa justificar a construção de uma usina que coloque em risco um patrimônio da humanidade, uma reserva da biosfera de reconhecimento mundial. No mudo todo há um movimento crescente no sentido de abandonar a utilização de combustíveis fósseis e substituí-los por fontes renováveis de geração de energia. Persistir na construção da usina termelétrica em Peruíbe é condenar as futuras gerações a lidar com um problema que, ainda, podemos evitar.



Parque Central de Santo André receberá 600 mudas de árvores até o fim do mês

Da Redação

No último sábado (23) o Parque Central, localizado na Vila Assunção, em Santo André, recebeu 100 mudas plantadas em parceria com os 8 clubes do Rotary instalados em Santo André. Até o fim desta semana, serão plantadas mais 500 mudas de várias espécies, entre elas, Algodoeiro, Ipês branco, amarelo e rosa, Capororoca-mirim, Pitangueira e Goiabeira. As espécies foram escolhidas pensando tanto em árvores que dessem flores, como também, as que dão frutos, que servem de alimento para os pássaros, contribuindo assim, para a preservação da biodiversidade.

Serão plantadas diversas espécies | Foto: Júio Bastos

O secretário de Meio Ambiente do município, Donizeti Pereira, valoriza a ação. “Esse plantio está dentro da semana em que comemoramos o dia da árvore (21 de setembro). Essa ação abre novas portas para que o poder público possa contar e dialogar com novos parceiros. Estamos estudando implantar o programa amigos do parque e o Rotary Club poderá ser um dos apoiadores que ajudarão na manutenção e preservação desses espaços verdes”, comenta.

A maior parte das mudas de árvores veio da Escola de Educação Ambiental Parque Tangará – Parque Escola. Para realizar o plantio neste final de semana, quase 100 rotarianos compareceram ao local para ajudar na iniciativa. “Essa parceria é muito importante porque envolve os oito Rotary instalados na cidade. Nesse ano, temos como meta o programa de preservação ambiental e com isso, estipulamos o objetivo de plantar pelo menos um árvore por rotariano, o que seria um total de 250 árvores, mas conseguimos mais do que dobrar esse número”, conta o presidente do Rotary Club de Santo André, Jaime Guedes de Souza.

O Parque Central receberá também até o fim do mês mais 2,3 mil árvores, por meio de uma compensação ambiental do setor privado. A empresa será responsável não só pela aquisição das mudas, bem como, cuidará por 24 meses da manutenção do plantio, tempo estimado para que a árvore sobreviva de forma independente.



Muitos partidos, pouca ideologia

Por Gilson Alberto Novaes, professor de Direito Eleitoral na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie-campus Campinas e coordenador acadêmico do Centro de Ciências e Tecnologia

Digo constantemente aos meus alunos que uma das coisas que dão certo no Brasil é criar um partido político. É verdade.

Os partidos políticos até hoje, gozam de algumas regalias que fazem os “espertos” em política ficarem ávidos por eles. Pudera! Recebem, até em anos que não se tem eleição, polpudas verbas do Fundo Partidário, tem acesso à rádio e TV graciosamente e podem negociar com o governo, embora sejam partidos com pouquíssimas representações. Isso tem que mudar. Vai mudar.

Temos hoje no Tribunal Superior Eleitoral, 67 partidos aguardando seus registros. Somados aos 35 já existentes, se todos forem aprovados, teremos 102 partidos políticos no Brasil. Pode?

Os partidos tradicionais no início do século passado, tinham um discurso classista. Falavam para classes sociais, proletários, burgueses, católicos, protestantes. A chamada para a participação popular se dava através dos militantes, que eram diferentes dos eleitores e simpatizantes. Estes, os militantes - que ainda vemos hoje, são aqueles que, mesmo diante de provas cabais, continuam defendendo seus líderes como se eles fossem santos. Os militantes de antes eram autênticos, pagavam para participar. Hoje... 

É importante lembrar que naquela época, o financiamento dos partidos vinha dos seus filiados, muito diferente de hoje, que os partidos existem de olho nos subsídios estatais.

Depois da Segunda Guerra Mundial evoluiu para legendas com um discurso mais amplo. Os partidos então, se aproximam do estado, distanciando-se do povo. Lamentavelmente a partir daí os militantes de fato recuam, pois, os grupos de interesse passam a financiar as legendas. 

Oitenta por cento das siglas existentes hoje, surgiram nas três primeiras décadas depois da redemocratização do país. São de ideologia política e doutrinas como liberalismo, social-democracia, socialismo, trabalhismo, comunismo e outras.

Longe de serem uma ponte entre a sociedade civil e o estado como eram os partidos anteriormente, os partidos atuais estão desconectados do eleitor. Cada vez mais o voto é na pessoa, seja ele quem for e que ideologia professe. Estando longe da vigilância dos eleitores - pelo menos até a próxima eleição - os deputados agem, pouco se lixando para os seus partidos. Depois de eleitos, juntam-se às famosas frentes parlamentares que tratam dos mais diversos temas e agem à vontade para negociar votos com o Executivo. Uma vergonha!

A moda agora é tirar o “P” dos partidos e mudar seus nomes. Pensam que o eleitor é bobo! Os partidos políticos são mal vistos pela população. Informações divulgadas pela Fundação Getúlio Vargas no fim do ano passado, dão conta de que os partidos políticos estão em último lugar no quesito confiabilidade do povo, com 7%. 

Só de partidos que se dizem defensores dos trabalhadores temos nove, que se dizem democratas temos quatro, socialistas temos três, social-cristão três, comunistas dois, e outros, além do Partido da Mulher, cujo presidente é um homem. Uma festa!

Entre os que estão esperando aprovação do TSE para engrossarem essa lista, temos a volta do PDS, da ARENA, do PRONA, da UDN. Tem também o Partido Militar Brasileiro, Partido Nacional Corinthiano, Partido da Família Brasileira... tem para todos os gostos!

Vamos ver até onde vamos...



sábado, 23 de setembro de 2017

Velório e enterro do corpo de Jairo Livolis

O corpo de Jairo Livolis, presidente do E.C. Santo André, o Ramalhão, falecido na tarde deste sábado (23)será velado no Velório do Cemitério da Saudade, na Vila Assunção – Sto André, a partir das 7h. do domingo (24).
O féretro será levado ao Cemitério Jardim da Colina às 13h, onde será sepultado às 14h.


Prefeito Paulinho Serra lamenta a morte de Jairo Livolis

O prefeito de Santo André, Paulinho Serra, por meio de nota, lamenta a morte de Jairo Livolis, presidente do E.C. Santo André, O Ramalhão.


"Uma grande perda para nossa cidade e em especial para o querido Esporte Clube Santo André. A dedicação vocacionada, a paixão do Jairo pelo clube se refletiu na sua trajetória como presidente mais vitorioso da história do Ramalhão. Meus sinceros sentimentos à família. Vai deixar saudades."
Paulo Serra