quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Engenharia unida reage à destruição em curso da economia brasileira

Clube de Engenharia do Rio de Janeiro 
O Clube de Engenharia, ao longo dos seus 136 anos, contribuiu permanentemente para o desenvolvimento do município do Rio de Janeiro, do Estado e do País. No Império, no Distrito Federal, como capital da Guanabara e capital do Estado do Rio, a ação do Clube de Engenharia foi, é, e será a de formulador de propostas de desenvolvimento econômico, político e social.

Com Pereira Passos tivemos importante contribuição na modernização do Centro do Rio. Participamos das discussões do Plano Agache, em 1928; discutimos o código de água nos anos 30 e a proposta de eletrificação, de aproveitamentos hidroelétricos do Vale do Paraíba que deram origem ao Complexo de Ribeirão das Lajes. Participamos da defesa do minério de ferro brasileiro; da constituição da Companhia Vale do Rio Doce e, no momento seguinte, da constituição da Petrobras. Atuamos ativamente na discussão do Plano Doxiadis, no governo Carlos Lacerda, e da discussão do Metrô, tanto na década de 60 como na década de 70.

Esse é o papel do Clube: contribuir criticar, formular. E não seria diferente agora, frente ao desmonte da engenharia brasileira, quando acontecem reuniões Brasil afora com profissionais, empresários, trabalhadores e representantes da academia, indústrias e poder público, mobilizados com lideranças das principais entidades de engenharia do Rio de Janeiro e do país para fazer ecoar a voz de protesto das engenharias e da sociedade contra a destruição em curso da nossa economia.

Urge uma proposta de desenvolvimento que gere emprego e que nos retire dessa situação calamitosa de depressão econômica, com um número crescente de empreendimentos comerciais e fabris fechados em todo o território nacional. Inacreditavelmente o Rio de Janeiro, que até os anos 50 era a principal base industrial do Brasil, e que só perdeu essa posição para São Paulo na segunda metade dos anos 50, caminha para ser uma cidade fantasma! A cidade que sedia a Petrobras, empresa que ao longo de seis décadas de existência se responsabilizou pela formação de uma cadeia de mais de 5.000 fornecedores nacionais e estrangeiros e que recentemente acolheu aqui centros de pesquisa da Halliburton e da GE está submetida a um processo sistemático de destruição. É neste cenário que se perde o emprego, a ciência, a tecnologia e a engenharia.

Com o amesquinhamento e a desvalorização da engenharia pública, responsável pela formulação do nosso planejamento ao longo de décadas, também deixamos que se perca a nossa reconhecida competência.

Cresce o movimento que tem entre seus principais objetivos preservar as empresas e garantir o emprego, sensibilizando os poderes públicos, a prefeitura do Rio de Janeiro, os governos do estado do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo, estados lindeiros da maior província de petróleo já descoberta nos últimos 30 anos, exatamente os mais prejudicados com a destruição de empresas e empregos. O movimento em defesa da Petrobras não é um movimento xenófobo, que se contrapõe à participação das empresas estrangeiras, desde que se comprometam com a geração de emprego e tecnologia e que paguem impostos aqui. O Brasil caminhará para uma convulsão social se não houver a compreensão de que é importante entender o Petróleo como garantia do desenvolvimento e da soberania.

Muitos outros problemas se agravam ao longo do tempo, como saúde, educação, habitação e mobilidade urbana. É inadmissível, por exemplo, que o Rio, cidade âncora do desenvolvimento cultural e educacional, dotada da mais formidável rede de escolas públicas do país, veja o ensino público desvalorizado e enfrente hoje uma luta feroz para que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) se mantenha como universidade pública.

São compromissos dos quais o Clube de Engenharia não pode abrir mão, em defesa do Estado Democrático de Direito, por um desenvolvimento soberano, sustentável e socialmente inclusivo.

São Bernardo do Campo firma investimento para reforma do Elis Regina

Da Redação

A Prefeitura de São Bernardo do Campo firmou nesta quarta-feira (22) um importante avanço para reabrir o Teatro Elis Regina, localizado na Avenida João Firmino, bairro Assunção, e que está lacrado desde 18 de janeiro, por problemas estruturais.

O ministro da Cultura, Roberto Freire, em audiência em seu gabinete com o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, e o vice-prefeito e secretário de Serviços Urbanos, Marcelo Lima, solicitou projeto para as intervenções necessárias no espaço público, garantindo aporte na ordem de R$ 2 milhões por parte da União. 

Encontro ocorreu hoje (22) | Foto: Thais Santiago 

Projetado no início dos anos de 1980, o Teatro ficou por anos abandonado e passou a evidenciar falhas graves nos planos básicos de segurança, como a deterioração da saída de emergência, além de goteiras, descolamento do forro do teto, má conservação das poltronas, camarins e banheiros. Além de não possuir o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que é um certificado a garantir condições de segurança contra o incêndio.

O chefe do Executivo de São Bernardo comemorou o resultado da reunião com o ministro da Cultura, destacando que o objetivo é conseguir devolver à população o teatro nas condições ideais, em relação à segurança e conforto ao público. 

“Foi extremamente positivo este retorno por parte do ministro Roberto Freire. O recurso vai possibilitar que façamos um importante plano de reforma, atendendo as condições corretas a todos e mantendo a tradição do Elis Regina para a nossa cidade”, pontuou Morando. 

Vice-prefeito, Marcelo Lima destacou a parceria de Freire com a cidade e sua estreita relação com a região. No campo político, Marcelo fez dobrada com Freire na eleição em 2014, quando ele concorreu a deputado estadual e o hoje ministro a deputado federal; “O ministro sempre foi muito interessado em ajudar e conhece São Bernardo. Estamos felizes com esta indicação. É um bom amigo do nosso município”, destacou Marcelo.

Santo André avança na liberação de recursos do BID

Da Redação

A Prefeitura de Santo André, atendendo solicitação do Departamento de Relações Financeiras Intergovernamentais, do Ministério da Fazenda, finalizou o  envio de documentos complementares para o processo de liberação do financiamento de US$ 25 milhões junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), recurso que será utilizado para realização de importantes  obras viárias na cidade. 

Após apreciação e aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o processo segue para o Senado Federal para parecer e liberação, possibilitando a assinatura do contrato. Entre as obras previstas no escopo do projeto estão a conclusão da duplicação do viaduto Adib Chammas, no Centro, novo viário sobre a Avenida dos Estados, na região do bairro Santa Terezinha e implantação do corredor de ônibus na Avenida Santos Dumont. 

Para o prefeito Paulo Serra, todas as tratativas solicitadas foram feitas para que a cidade não perca este importante recurso visando à melhoria da mobilidade urbana. “As intervenções vão minimizar problemas no trajeto entre o centro e os bairros do 2º Subdistrito. Já o projeto do Adib Chammas atende antiga demanda de ampliação do viaduto que da acesso à Avenida dos Estados, bem como do bairro Santa Terezinha, regiões importantes da nossa cidade”, destaca.

‘Operação Sono Tranquilo’ realiza 407 autuações

Da Redação

Desde o início da Operação Sono Tranquilo, realizada na Rua das Figueiras, a Prefeitura de Santo André lavrou 407 autuações, sendo 348 infrações diversas e 59 por som alto, além de um veículo guinchado ao pátio municipal. Por meio do Comitê Integrado de Segurança, criado em janeiro, o poder público retomou seu poder fiscalizador e passou a atuar de maneira firme no combate ao som alto e outros delitos, que perturbam o sossego da população. 

O feriado de Carnaval será marcado pelo início da descentralização da atuação das forças policiais e da Prefeitura. Por meio do Comitê Integrado de Segurança, criado em janeiro, o poder público averiguou e compilou denúncias de locais apontados como focos de perturbação, recebidas em diversos canais de atendimento à população. Os locais terão atuação integrada com a Guarda Civil Municipal, Polícias Militas e Civil, além de vários departamentos fiscalizadores.    

GCM atua ao lado de outras corporações na Operação Sono Tranquilo | Foto: Divulgação

Em um primeiro momento, a operação marcará presença nestes locais para levantar denúncias relacionadas ao barulho e perturbação do sossego e também, para averiguar irregularidades, seja por conta de estacionamento em local proibido, o comércio irregular, ou ainda a falta de alvará de funcionamento em estabelecimentos comerciais. “Retomamos a nossa atribuição fiscalizatória e atuaremos fortemente nos locais apontados pela população. Na insistência dos problemas, serão adotadas providências administrativas e penais, se houver”, aponta o Secretário de Segurança Urbana e Comunitária, Edson Sardano. 

Para o prefeito de Santo André, Paulo Serra, as ações vão prosseguir para garantir a tranquilidade da população. “Os andreenses não podem mais ser penalizada com barulho excessivo e quaisquer atitudes delituosas. Não podemos mais compactuar com esse tipo de atitude que perturba e tira o sono da população. Estamos atacando o problema em várias frentes, de maneira integrada com as forças policiais, a nossa Guarda Civil Municipal, Trânsito, Craisa e Controle Urbano, o trabalho fecha seu propósito”, pontua.  

Comitê

O Comitê Integrado de Segurança (CIS), firmado em janeiro pela nova gestão, com o empenho do prefeito Paulo Serra, se reúne quinzenalmente com as polícias para avaliar as estatísticas criminais de cada região da cidade. 

A força-tarefa fará um mapeamento da criminalidade no município, possibilitando uma melhor estratégia de patrulhamento por rondas nas regiões com maior registro de queixas. Além disso, outros aspectos que colaboram com a segurança dos bairros serão revistos em conjunto, como a iluminação pública e serviços de manutenção.


CEU Jardim Marek inicia inscrições para cursos esportivos

Da Redação

O CEU Jardim Marek (Praça Jabuticabeiras, Jardim Marek) abre matrículas para alguns cursos esportivos neste mês de fevereiro. As modalidades atendidas serão basquete, futsal, ginástica e capoeira. As inscrições acontecem na terça e quinta-feira (21 e 23/02), das 13h30 às 21h30, e quarta e sexta-feira (22 e 24/02), das 7h30 às 16h30. O início das aulas acontece em 02 de março. É necessário apresentar documento de identidade e atestado médico, e as crianças menores de idade precisam estar acompanhadas do responsável. As vagas são limitadas e gratuitas. Mais informações: 4458-1227.
Arte: Divulgação 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Campanha em Santo André busca doadores de medula óssea

Por Vivian Silva

Nesta quinta-feira (23), a empresa Scórpios, em Santo André, sedia uma campanha para cadastro de doadores voluntários de medula óssea, das 10h30 às 14h30. A ação – promovida pela Associação da Medula Óssea (AMEO) e Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – busca também encontrar um doador para o pequeno Dhavi Henrique Santiago de Aquino, 3 anos, que necessita de um transplante de medula óssea. 

Pequeno Dhavi precisa de um transplante de medula óssea  | Foto: Divulgação 
A criança tem osteopetrose, doença congênita, que já causou diversos problemas ao pequeno Aquino, como perda parcial da audição, dos dentes, baixa estatura para a idade, além de ossos extremamente frágeis. 

Com isso, a mãe do garoto, Laura Santiago, 32 anos, busca de todas as formas mobilizar as pessoas para se cadastrarem na campanha, pois a chance de encontrar um doador compatível é de um em cada 100 mil, segundo informações da instituição Graacc

“Ele precisa urgentemente de um transplante. Estou pedindo ajuda para todo mundo”, desabafa Laura, que tem  também  uma filha (Laysa) de 14 anos e cuida dos filhos, sem ajuda do pai. 

Cadastro de doadores
Para se cadastrar como doador, basta comparecer à Scórpios – que fica na Rua Alfreds Paegle, 169, bairro Campestre, em Santo André – ou no hemocentro da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ter entre 18 e 54 anos e levar um documento de identidade com foto. Na ocasião, será retirada uma pequena quantidade de sangue (10ml) do candidato a doador. 

Posteriormente, o material coletado será analisado e incluído no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Então, haverá um cruzamento com os dados dos pacientes que necessitam de transplantes e, caso haja alguma compatibilidade, o candidato será avisado. 

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, na qual a medula é retirada do interior do osso do quadril. O procedimento dura, em média, 40 minutos.



Adutora em Santo André passa por manutenção

Da redação

Nesta terça-feira (21), o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) realiza manutenção corretiva no registro da adutora que abastece o reservatório Parque das Nações, na Rua Letônia com a Rua Iugoslávia. 

Devido ao serviço, será necessário interromper o abastecimento de água em diversos bairros (veja abaixo) dos setores Parque das Nações, Parque Erasmo Assunção e Curuçá. 

A conclusão dos serviços de manutenção no reservatório do Parque das Nações está prevista para o fim da tarde, mas pode ocorrer antes, e a normalização do abastecimento ocorrerá ao longo da madrugada de quarta-feira (22). 

Bairros afetados pela manutenção 

Santa Terezinha, Bangu (parte), Casa Branca (parte), Centro (parte) e Parque Jaçatuba, Jardim Alzira Franco, Jardim Ana Maria, Jardim Nice, Jardim Monte Líbano, Jardim Rina, Jardim Santo Alberto, Parque Capuava, Parque Erasmo Assunção, Parque João Ramalho e Parque Novo Oratório, Parque das Nações (parte) e Parque Oratório (parte).